Estudo da postura em pé dos policiais militares femininos de trânsito da capital e suas relações com os desequilíbrios musculares
A permanência durante longo período em pé traz ao homem alguns riscos e conseqüências. O pesquisador, conhecedor da realidade dos policiais militares do policiamento de trânsito da capital, e habituado a ouvir queixas de colegas que relatavam dores e desconfortos, alegando ser a longa permanência em pé a causadora dessa situação, sentiu-se motivado a desenvolver um trabalho que identificasse de maneira objetiva o problema, observando como era realizada a atividade no posto de trabalho.
Foi inicialmente realizada uma observação para constatar as posturas mais adotadas durante o turno de trabalho e foram verificadas: apoio unilateral, apoio bilateral e andar no posto. Após foram realizadas visitas diárias a sete postos de trabalho da região de Santana, permanecendo em cada um deles por uma hora, utilizando para a observação a técnica de Registro de Duração de Evento.
Foi constatado que os sujeitos permaneciam em média 42,86% em apoio unilateral, 43,42% em apoio bilateral e 13,62% do tempo andavam no posto, demonstrando que com relação à distribuição das cargas ou peso corporal, quando em serviço e em pé no posto de trabalho, o sujeito passa grande parte do tempo em apoios bilateral e unilateral, posturas de características estáticas e pequena quantidade de tempo em postura de andar no posto, de característica dinâmica.
Palavras-chaves: postura em pé, policiais de trânsito.
* Fisioterapeuta, Supervisor de Estágio da Disciplina de Ortopedia da Faculdade de Fisioterapia de Guarulhos e Pós-Graduando em Fisiologia e Biomecânica da Atividade Motora – Avaliação e Reabilitação no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP.
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