Estudo epidemiológico de portadores de encefalopatia crônica não progressiva infantil na APAE dos municípios de Mogi das Cruzes e Suzano-SP
A Encefalopatia Crônica Não Progressiva Infantil (ECNPI), mais comumente chamada de Paralisia Cerebral (PC), é uma seqüela de lesão no encéfalo maturo, que acontece no período pré-natal, perinatal ou pós-natal. Caracteriza-se por distúrbios do tônus, postura e movimento. Embora sua incidência seja alta, principalmente nos países em desenvolvimento, a epidemiologia da ECNPI é pouco pesquisada no Brasil.
Portanto, o presente estudo teve como objetivo realizar o levantamento epidemiológico da ECNPI na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), das cidades de Suzano e Mogi das Cruzes, onde foi realizada a coleta de dados, sendo que apenas 59 prontuários preencheram o critério de inclusão. Os resultados demonstraram que a maior incidência etiológica foi no período perinatal (57,62%), a classificação topografia foi a quadriparesia (52,54%) e o tipo de ECNPI foi espástica (84,74%).
Concluímos que a maioria dos pacientes com ECNPI das APAEs de Mogi das Cruzes e Suzano, apresentou quadriparesia espástica no período perinatal e que estas crianças estão expostas a vários riscos devido o fator socioeconômico familiar.
Palavras-chave: Encefalopatia Crônica não Progressiva Infantil, epidemiologia e estudo epidemiológico.